Com a temporada 2020 da Fórmula 1 encerrada oficialmente, é hora de fazer o debrief: entender e reconhecer o que passou e, evidentemente, tirar disso as análises cabíveis. Aqui, neste 10+ de hoje, faremos algo assim: é hora de destacar os dez melhores pilotos da temporada.
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Confira todas as edições da temporada 2020 do Ranking GP.
Mas não se trata apenas da opinião de um escriba, compactando a temporada inteira apenas pelos momentos de sucesso ou pelas últimas semanas. Não. O método utilizado será a distribuição das notas do Ranking GP ao longo do ano. Não há opinião para definir a classificação: há as médias das notas atribuídas ao longo das 17 etapas. É verdade que a edição do ranking para o GP de Abu Dhabi ainda não saiu, mas trazemos informações privilegiadas (acompanhem amanhã).
Então, leitor, como você pode bem notar, trata-se de metodologia científica e, assim, 100% correta. Perceba não há como haver erros… Não é?
Vamos ao top-10 de 2020 no Mundial de Fórmula 1.
10) Charles Leclerc – 6.2
A primeira surpresa já encabeça a lista: Leclerc apenas na décima colocação. Uma coisa que o leitor precisa entender é que quando você passa um ano de quase duas dezenas de etapas distribuindo notas, a média final vai te surpreender em alguns casos. Não há como fugir dessa dura realidade.
Mas destaquemos a temporada de Leclerc. Consistentemente à frente do companheiro tetracampeão, Leclerc tirou mais da Ferrari não apenas que Vettel, mas às vezes mais até do que os italianos pareciam ter a oferecer. Terminou com o oitavo lugar do Mundial de Pilotos e dois pódios, embora conseguidos nas primeiras quatro corridas do ano.
9) Esteban Ocon – 6.4
O nono colocado também pode surpreender alguns leitores. Mas veja bem: Ocon raramente cometeu erros durante 2020. Sim, é verdade, o francês foi quase sempre mais lento que o companheiro, só que a falta de grandes equívocos rendeu notas medianas por praticamente todo o ano.
Pincele o ano sempre na média com algumas exibições fortes: na Estíria, onde o abandono forçado não apaga grande classificação na chuva, na Bélgica, batendo Ricciardo em Portugal ou o pódio de Sakhir. No fim, a média fica acima do esperado para o 12º colocado no campeonato. Acabou caindo entre os melhores pilotos.
8) Lando Norris – 6.6
A partir de agora, a lista dos melhores pilotos começa a ser normalizada. Norris foi o melhor piloto do campeonato se levadas em conta somente as duas primeiras corridas do ano. Foi o grande nome na rodada dupla da Áustria. Depois disso, a temporada foi mediana. Os problemas sequências numa sequência de meio de temporada diminuíram os pontos apontados que somou.
De qualquer forma, mesmo admitindo que Sainz seguiu sendo o melhor piloto da McLaren, é inegável que Lando deu um salto de seu primeiro para o segundo ano. Neste 2020, Sainz foi realmente desafiado. Norris precisa amadurecer um pouco mais do ponto de vista da consistência, mas está no caminho certo.
7) Carlos Sainz – 6.7
Falando nele… Sainz teve o começo de temporada comprometido por erros da McLaren nos pit-stops, mas respondeu a tudo isso de maneira honorável. De partida para a Ferrari, não há dúvidas de que Sainz deixou a marca dele na tradicional equipe inglesa.
Apesar do bom ano que viveu, Sainz desta vez teve uma comparação bastante mais próxima a seu companheiro. Mas é justo questionar se teve contribuição na evolução de Norris, entre o ano de novato e o segundo. Pela relação próxima dos dois, é justo acreditar que sim. Os dois deixam a McLaren no terceiro lugar do Mundial de Construtores.
6) Daniel Ricciardo – 6.8
Sem Sainz, a McLaren terá Ricciardo, agora fora da Renault. Assim como no caso retratado acima, os dois anos do australiano na equipe francesa deixaram marca indelével. Com ele, a Renault voltou ao pódio e se tornou um incômodo real para as rivais que brigam lá em cima, em alguns momentos.
Depois de um 2019 apagado, Ricciardo sai de cena mostrando exatamente o piloto pelo qual a Renault pagou com a intenção de tirar da Red Bull. É óbvio que, talvez pela primeira vez desde 2016, a fábrica francesa se vê nos trilhos e não com um profundo poço de aflições. A única pergunta que fica é: e a tatuagem da chefia?
5) Pierre Gasly – 7.1
Sim, Gasly fechou 2020 com o décimo lugar do Mundial: na frente de um piloto da Racing Point, um da Renault e um da Ferrari. A temporada do francês foi absolutamente exuberante, tirando tudo que a AlphaTauri tinha a entregar e muito mais. Uma grande história de redenção que se desenha desde que foi rebaixado da Red Bull no ano passado.
A vitória memorável no GP da Itália foi o ponto mais alto, mais cintilante, num ano em que o mundo do esporte a motor abriu, enfim, os olhos para o francês de 24 anos. O futuro de Pierre é brilhante.
3) Sergio Pérez e Nico Hülkenberg – 7.3
Não há um quarto lugar na lista, porque dois pilotos estão empatados na terceira colocação. Avaliar a temporada dos dois é ver uma disparidade enorme em absolutamente tudo, mas média é média, amigos.
Primeiro, Hülkenberg. O alemão disputou três fins de semana do ano, mas largou para somente duas das 17 corridas. Tudo isso com a mesma Racing Point – duas na vaga de Pérez e uma na de Stroll, quando ambos testaram positivo para o novo coronavírus. Hülkenberg deu azar para não largar no GP da Inglaterra e marcou dez pontos em duas provas. O desempenho não foi nada mal para quem estava sempre em outros países no momento em que foi chamado para se apresentar em algumas horas.
Já para Pérez, a situação é diferente. Depois que voltou do diagnóstico de positivo para a Covid-19 que fez o mundo inteiro questionar os protocolos da Fórmula 1, o mexicano fez um ano exemplar. Os esforços culminaram na vitória, a primeira da carreira, no GP de Sakhir. Antes disso, um pódio na Turquia e teria outro pódio, no Bahrein, não fosse a traição do motor Mercedes. Seriam, aí, três pódios consecutivos.
O melhor ano da carreira pode render a Pérez uma chance que não se achava ser possível novamente: a de defender uma grande equipe. É claro que não estava pronto quando passou na McLaren, em 2013, mas agora a situação é bem diferente e a Red Bull é a oportunidade da vida.
2) Max Verstappen – 7.5
Mesmo com um carro visivelmente pior e com os problemas de confiabilidade com que a Red Bull brindou seu principal piloto ao longo do ano, Verstappen teve a mesma quantidade de pódios que Valtteri Bottas ao longo do ano: 11. Resta alguma dúvida de que Verstappen é um piloto no alto de seus poderes e bastante à frente de quase todos os demais?
Desde que Ricciardo deixou a Red Bull, Max atingiu a maturidade enquanto piloto. Deixe de lado as reclamações e as bobagens que diz fora das pistas, mas dentro do cockpit e com o pé no acelerador, Verstappen não é mais um piloto que vai ou racha. A consistência que apresenta é impressionante e cada vez maior, tudo casado ao brilhantismo que segue ali. A vaga dele entre os melhores pilotos é cativa.
1) Lewis Hamilton – 8.5
Falando em vagas cativas entre os melhores pilotos… Em 2020, Hamilton venceu 11 corridas, tornou-se o maior campeão e o maior vencedor de GPs da história da Fórmula 1, completou vitória com três pneus e reafirmou o domínio histórico. Sequer há muita coisa nova a dizer sobre Lewis Hamilton. Por isso, será o único piloto desta lista com apenas um parágrafo destacado para si: é o maior de 2020 e de todos os tempos.









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